Bordo de linha: contentores grandes ou pequenos?

Bordo de linha: contentores grandes ou pequenos?

A prática consagrada pelo Kaizen Institute de utilização de contentores pequenos no bordo de linha expulsando de lá para fora os mudas e beneficiando o ponto de agregação de valor, tem agora uma comprovação acadêmica.

Os tempos de operação, as distâncias caminhadas a pé, os requisitos de espaço fabril foram avaliados em 6 estações de trabalho usando-se os “contentores grandes” com peças ao longo da uma linha de montagem. A carga biomecânica na coluna e ombro foi estimada para uma das estações de trabalho. Comparações foram feitas com layouts simulados com a mesma a abordagem e com o uso do “contentor pequeno”.

Layout ao longo da linha

O uso de “contentores pequenos” produziu reduções significativas nos comprimentos das estantes (81%), nas áreas de estoque (61%), nas distâncias percorridass a pé (61%), no trabalho indireto (24%), e em tempos de ciclo (8%).Estimativas de carga da coluna vertebral, pico e cumulativa, mostraram reduções de 29% para 65% com reduções de carga semelhantes em ombros e mão. A estratégia do “contentor pequeno” também tem implicações para o sistema de abastecimento, pois permite o uso de estantes flexíveis o que pode ainda reduzir o uso de empilhadeiras. Entretanto, a intensificação do trabalho pode aumentar os riscos se o tempo dos ganhos for usado apenas para aumentar repetições diretas do trabalho de montagem.

Ilustração na escala aproximada uma caixa grande na postura que permite alcançar o quadrante inferior traseiro da estante e o quadrante com a carga biomecânica mais alta. A caixa grande usada é um Europalete de 600 x 300. O tempo necessário para a apanhar os componentes em cada quadrante está em segundos.

Concluiu-se que o fornecimento em “contentores pequenos”, é uma estratégia que tem potencial para melhorar tanto a produtividade como reduzir características de risco ergonômico do sistema.  Fornecimento de materiais em “contentores  pequenos” representa um projeto com  potencial do tipo “win-win” com os riscos do operador diminuindo e melhor desempenho na montagem final quando comparado com a estratégia de ‘grandes contentores”. Obviamente a escolha final da estratégia requer uma avaliação do contexto específico de cada caso.

Autor: Eduardo Augusto

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