As oportunidades pós COVID-19: Reconstruir, Reimaginar e Reinventar

As oportunidades pós COVID-19: Reconstruir, Reimaginar e Reinventar

O que podemos esperar depois do fim desta pandemia? Como é que as empresas podem reagir a uma conjuntura sem precedentes? É verdade que não existe uma fórmula mágica para o sucesso. É igualmente certo que é possível recorrer às aprendizagens de outras crises e momentos de disrupção para minimizar os impactos negativos.

O business as usual acabou: é preciso avaliar o mercado e reinventar

Ir além da reconstrução, e ter abertura para reimaginar toda a estrutura empresarial, permitirá às organizações passar de uma recuperação de 50% para uma ressuscitação a 100%, ou mesmo ultrapassá-la. A realidade é, mais do que nunca, mutável e o termo do momento – o novo normal – é um reflexo disso mesmo. Existem trabalhos e tipos de negócio que poderão desaparecer com esta crise sanitária, não porque a qualidade do seu trabalho abaixou, mas sim porque se tornaram obsoletos à luz do novo normal.

É neste momento que as empresas devem encontrar o seu posicionamento no novo mercado que emergiu e repensar a sua estratégia. Parte da estratégia anteriormente definida para 2020 poderá ter de ser reajustada, já que não se encontra alinhada com a nova conjuntura. Assim, as organizações deverão gradualmente passar do foco do one day at a time para o pós-crise e o médio-longo prazo. Reimaginar e encontrar um eixo que seja novidade no setor pode revelar-se uma oportunidade sem precedentes de conquistar uma nova posição de destaque no mercado.

A perceção e reimaginação vão também mudar setores essenciais

No setor da saúde, verifica-se uma afluência de pacientes significativamente inferior ao normal, quando excluindo os casos relacionados com a Covid-19. Este cenário alerta para a oportunidade de alteração de comportamento das populações, focando-se na perspectiva preventiva. Trabalhar no que é possível fazer para manter a saúde e diminuir a necessidade de tratamento, reforçando assim a aposta na prevenção em oposição à reação. Isto permitiria aos sistemas de saúde nivelar a sua capacidade, prestando um melhor serviço aos casos verdadeiramente críticos.

Reimaginar é reinventar processos de inovação

A pandemia está afetando a economia de forma transversal, sendo que setores como o Turismo e a Restauração registram a maior queda. Apesar da incerteza onipresente nestes negócios, é certo que o mundo digital trouxe oportunidades de expansão que anteriormente seriam inimagináveis.

Analisando o setor da restauração, por exemplo, é possível identificar potencial de negócio ligado à gamificação do setor. Quantas pessoas não teriam interesse em ter um chef de renome a cozinhar na sua casa? Com recursos técnicos que já estão hoje ao nosso dispor, como a Inteligência Artificial (IA), isto poderá resultar num momento de profunda proximidade e aprendizagem para o cliente e, ao mesmo tempo, uma oportunidade de expansão de negócio para as empresas. Na sua proporção, também os negócios menores podem continuar a levar os seus produtos aos seus clientes, se forem capazes de inovar.

O próprio Turismo tem uma oportunidade para proporcionar experiências que contornem as restrições. Por que não, por exemplo, desenvolver outra forma de fazer viagens? Novamente através de sistemas de Inteligência Artificial, poderá ser possível viajar até Roma a partir da sala de cada um. Através um Avatar, viajar virtualmente com experiências sensoriais, até Roma, passear pelos corredores do Vaticano, assistir a uma cerimónia ou presenciar uma luta de gladiadores na plateia do Coliseu.

A tecnologia está muito próxima de poder proporcionar-nos estas experiências. Cabe aos empresários conseguirem identificar estas oportunidades. Para além disso, a evolução da tecnologia é exponencial e o preço das ferramentas está constantemente a diminuir.

Independentemente das formas que esta reinvenção assuma, há um dado muito relevante para sustentar o nosso otimismo: a História mostra-nos que, desde o início da evolução da espécie humana, não é o mais forte que tem sobrevivido, mas sim o que se adapta. A capacidade da adaptação para a sobrevivência está no nosso DNA. Cabe-nos saber aproveitá-lo.

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